A  MONARQUIA NORMANDA :: O MONARCA NORMANDO :: A NOBILIARQUIA NORMANDA :: AS ORDENS DE CAVALARIA NORMANDAS :: A TORRE NORMANDA
Reino Insular da Nova Normandia é, dentro no micronacionalismo lusófono, uma micronação feudal. Não é um Estado, pois no feudalismo não há Estados, mas sim, propriedades. No nosso sistema há um só prorietário de todas as terras da Nova Normandia, que é o Lorde Paramount, nome dado a quem é senhor de todas as terras e que não há ninguém acima dele. O Lorde Paramout da Nova Normandia é Sua Majestade o Lorde Rei Karl III Friedrich Hohenzollern von Markwardt.

Macro e historicamente falando, o feudalismo não foi sempre o mesmo em todo o tempo em que existiu, pois foi se transformando até chegar à época em que deixou de existir. Entretanto, basicamente pode-se afirmar que a principal característica do feudalismo foi seu sistema de governo baseado em poder absoluto do Senhor sobre suas terras. Tanto é assim que a arte heráldica começou a surgir para representar senhores, pessoas, e não Estados. Só quando o sistema feudalista começou a sumir é que a arte heráldica começou também a representar Estados. No início da arte heráldica, os brasões que existiam pintavam desenhos que representavam as familias poderosas e os reis que nada mais eram do que proprietários de terras.


Iluminura medieval representando uma cerimônia de fidelidade, dentro do sistema de suserania, na qual se firmava um contrato de vassalagem.

O sistema da Nova Normandia é um feudalismo, e como tal suas terras pertencem pessoalmente ao seu Lorde maior, como já foi dito. Entretanto, no feudalismo há a característica de que as terras possam ser dadas a outras pessoas numa condição chamada de "suserania". No feudalismo, um sucerano é alguém que tem uma terra e permite que outra pessoa cuide dela (ou parte dela), podendo fazer de lá a fonte das suas riquezas, pagando uma taxa ao sucerano, como se fosse um aluguel. Na Nova Normandia há também o sistema de suserania, e o sucerano maior é o SM o Lorde Rei Karl III. Todo normando que receber terras no sistema de suserania, passa a ser um Lorde também, entretanto, seu título administrativo é Lorde Mesne. Um Lorde Mesne é aquele senhor de terra que pode fazer o que quiser dentro dos domínios territoriais que recebeu, entretanto, sua autoridade foi concedida por alguém sobre ele, que é o Lorde Paramont.

Hoje já há uma das ilhas entregue no sistema de suserania, que é a ilha de Jersey. A ilha ainda é propriedade do rei da Nova Normandia, entretanto, assim que a ilha foi entregue ao seu novo senhor, o Rei Karl III decidiu que o senhor de Jersey poderia fazer lá o que e como quisesse, com a única ressalva de que não poderá emancipar a ilha como se fosse território próprio. O Lorde de Jersey é Sua Sereníssima Alteza Real o Lorde Príncipe Henry Mompean), cidadão originário do Reino da França, que se tornou um cidadão normando e após isso entronizado Príncipe Monarca de Jersey, com o título administrativo de Lorde Mesne de Jersey. Ao receber as terras, o novo Lorde de Jersey definiu que a ilha seria um principado, adotando também o feudalismo, criando assim o Principado de Jersey.

Assim sendo, o Reino Insular da Nova Normandia não é um regime constitucional, e também não é uma espécie de Reino Unido. A diferença básica entre o feudalismo macro para o nosso feudalismo micronacional adotado é que a única regra de vassalagem é a não emancipação da ilha como se fosse um território uno e retirado do territótio do Reno Insular da Nova Normandia. Tal regra una é uma espécie de contrato de honra do Lorde Príncipe Henry para com o Lorde Rei Karl III. O Lorde Príncipe de Jersey não deve favores, riquezas ou beneces ao Lorde Rei da Nova Normandia e ainda foi lhe dado poder para fazer de Jersey uma micronação 100% como desejar, e assim está sendo feito. Como identidade ampla e nacional, os cidadãos de Jersey são normandos, porém, o Lorde da Normandia não interfere na vida dos guerseanos, como é denominada a sua identidade local.

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Nota macronacional sobre as Ilhas do Canal:

odas as Ilhas do Canal são uma espécie de feudo de estilo medieval, governadas pela Coroa da Grã-Bretanha e não pelo Estado da Grâ-Bretanha. Na prática isso significa que cada ilha tem seu próprio governo, seu próprio parlamento e sistema judiciário, porém, quem é o governante não é o Estado britânico, mas sim, a própria monarquia britânica, atualmente, representada pela Rainha Elizabeth II.

Por escolha dos residentes da ilha de Sark em particular, eles se colocaram de uma forma jurírica que se tornaram praticamente o último feudo medieval ainda existente no mundo, ainda que de forma distinta de como eram os feudos das épocas medievais. Na realidade, sob certos aspectos, os cidadãos da Sark são vassalos da Rainha Elizabeth em pessoa, porém, com uma liberdade quase que total para governar a ilha, sob todos os aspectos. Já os residentes das demais ilhas, Jersey, Guernsey e as ilhas adjacentes, não se consideram dessa forma.

A segurança territorial de todas as ilhas, do ponto de vista internacional, fica aos cuidados do Estado da Grâ-Bretanha, tanto que recentemente houve uma tentativa do Estado francês de "tomar posse" das ilhas, o que imediatamente foi rechaçado pela Grã-Bretanha ao enviar navios de guerra para se porem fisicamente entre as ilhas e a França. As ilhas recebem mais de 90% de sua energia elétrica vinda da França por meio de canais subaquáticos, e se a França "desligar o interruptor", seria uma catástrofe para as ilhas. Essa tentativa da França de cooptar as ilhas do Canal vêm desde o século XIII quando oficialmente o então Ducado da Normandia deixou de ser propriedade da coroa inglesa e passou para a coroa francesa, porém, anos mais tarde os próprios habitantes das ilhas escolheram permanecerem vassalos da Coroa britânica. O caso das ilhas no Canal são a viva manutenção do estilo medieval, um estilo único ainda existente no mundo, mesmo que nos dias atuais já seja um "feudalismo moderno".